Um petshop carioca com mais de 20 anos e dezenas de lojas que cresceu como engrenagem, mas nunca como marca. Veja como a diferenciação virou a chave e fez a Lupi falar de pet pra pet.
Role para conhecer a históriaA empresa cresceu muito. Só que cresceu como engrenagem, nunca como marca.
O que a inversão do olhar destravou na Lupi: do nome ao ângulo de comunicação que nenhum concorrente explora.
Há mais de 20 anos, o fundador abriu uma lojinha pequena no Rio de Janeiro. Na dúvida sobre que nome dar, olhou para o lado: ali estava Loop, o cachorrinho que o acompanhava todo dia até a loja e passava o expediente dormindo no corredor. A gente até brinca que o Loop era o funcionário mais antigo da casa.
De Loop nasceu a Lupi. Duas décadas depois, eram dezenas de lojas e mais de 100 funcionários. Mas o que cresceu foi a operação: um logo envelhecido, nenhuma narrativa, cada unidade tocando a própria campanha. A empresa virou uma engrenagem que funciona, sem nunca ter virado uma marca que significa.
Ouvimos cada gerente, cada loja, cada cliente. E uma frase se repetia sem que ninguém percebesse: ninguém dizia Lupi Pet. Todo mundo já dizia, só, Lupi. O mercado tinha encurtado o nome muito antes da gente.
Então a marca só precisava deixar de carregar o que já tinha sido abandonado na boca do cliente. Tiramos o "Pet" da jogada. O que sobrou foi mais curto, mais firme e pronto para se comportar como marca, e não como categoria.
Em vez de humanizar
a marca,
nós a animalizamos.
Se a história começou com um cachorro que viveu a loja por anos, essa é uma marca feita para os pets. Então invertemos o olhar: tiramos o humano do centro e deixamos quem fala ser o pet.
O óbvio do setor é falar de humano para humano: o dono escolhe, o dono compra, o dono aparece na foto. A Lupi passou a enxergar o mundo da altura de quem realmente vive a loja.
A comunicação fala com o dono. O pet é o produto, o motivo da compra, o personagem secundário. É o que todo concorrente já faz, do mesmo jeito.
A comunicação parte do pet. Quem fala é o Lupi, conversando com outros cães e gatos. O dono vira coadjuvante, segunda linha de prioridade. O ângulo que ninguém no setor ousa.
A inversão deixou de ser conceito e virou jeito de aparecer. As fotos trocaram de protagonista. A ecobag passou a estampar "de pet pra pet". A frota ganhou a cara da marca, com o pet entregando para o pet. Até a caixa fala a língua de quem recebe: "avisa pro seu dono que você está com fome".
A diferenciação foi essa mudança de ângulo de vista. E ela se espalhou por tudo: padronização visual, e-commerce, logística, os uniformes dos entregadores. Uma marca enfim com credibilidade para lutar de igual para igual com as megalojas.
Da ração à frota, da coleira à ecobag: a Lupi fala de pet pra pet em cada ponto de contato.



