Uma empresa de tecnologia que crescia rápido, mas não conseguia explicar, em poucas palavras, o que era. Veja como a diferenciação transformou complexidade técnica em uma frase que toda a empresa passou a vibrar.
Role para conhecer a históriaO produto era impecável. A explicação, impossível. Fundadores, time e clientes diziam a mesma coisa com palavras diferentes, e ninguém conseguia sintetizar.
O que a diferenciação destravou para a Gabster, do discurso comercial à cultura interna.
O ponto de partida
Um produto impecável, pensado em cada detalhe. E ninguém, nem dentro nem fora da empresa, conseguia dizer em poucas palavras o que ele era.
A Gabster é uma tecnologia plugada ao AutoCAD que automatiza o caminho do projeto à produção, conectando arquitetos, marceneiros e a própria indústria. Crescia rápido. Mas, fundada por uma mente extremamente técnica, a marca bebeu dessa origem: era fria, funcional, pouco envolvente.
Para entender o tamanho do nó, entrevistamos os sócios, Cleandro e Fernanda, e os líderes de comercial, RH, marketing e vendas. A mesma pergunta para todos: o que é a Gabster? Cada um respondia a mesma coisa com palavras diferentes. Levamos a pergunta também aos clientes dos três setores. Nem eles sabiam definir. Se ninguém sabia explicar, como o comercial venderia?
A complexidade que tornava o produto excelente era a mesma que travava a comunicação.
A busca pela palavra certa
Toda definição fácil traía a Gabster por algum lado. Fomos eliminando, uma a uma, até sobrar só o que era verdade.
O que sobrou foi a verdade inteira: tecnologia com método, com automação e com suporte. Faltava a frase que coubesse tudo isso de uma vez.
A frase que sintetizou tudo
Quando essa definição apareceu, a sala inteira vibrou e aplaudiu. Era exatamente isso, e ninguém nunca tinha chegado a essa clareza. Em uma linha, a Gabster finalmente tinha nome.
Uma síntese que cabe a todos
A força da frase é que cada perfil se reconhece nela sem disputar lugar. Três públicos completamente diferentes, unidos pela mesma marca, cada um lendo na automação a sua própria dor resolvida.
A grande ideia
Faltava emoção a um discurso tão técnico. Encontramos no conflito entre duas eras: de um lado, quem ainda projeta desenhando nas pedras, preso a processos do passado. De outro, quem escala a operação e ganha o futuro. Quem trabalha sem automação é como se vivesse na era pré-histórica.
A marca passou a provocar, com leveza e ironia, quem ficou para trás. Foi assim que ela ganhou aura sem perder a simplicidade.
Criatividade sem método ainda é arte rupestre. O futuro não aceita processos do passado.
A assinatura
A tagline carrega a proposta de valor inteira em uma palavra. Além do projeto, dos processos, da escala. Para quem anda no mesmo ritmo em que o mundo evolui.
A personalidade acompanhou: técnica na essência, simples na forma. Sutilmente irreverente, com um jeito leve de questionar padrões, e sempre respeitosa com a jornada de cada um dos três públicos.
Levamos a nova marca para dentro da empresa, treinamos marketing e comercial e fizemos uma apresentação presencial para todo o time. A cultura passou a respirar inovação. E, na principal feira do setor, o estande virou um love brand: o de maior movimento da feira, a ponto de os próprios garçons aprenderem a explicar o que era a Gabster.
Do app ao outdoor, do estande ao escritório: a nova identidade comunica quem a Gabster é e para onde ela vai.


